O SER HUMANO E A SUA NECESSIDADE DE EXPRESSÃO

    
Começo minha primeira postagem me perguntando se alguém, algum dia, vai ler isso aqui. De qualquer jeito, não importa. Após experiências recentes, percebi que precisava me expressar de algum jeito  –  decidi que essa experiência se daria através do processo de escrita.

Tenho altos e baixos com essa questão da escrita. Na escola, não ia mal nas aulas de redação, mas não era algo que eu particularmente gostava. Sempre fui um cara mais das ciências: a física e a matemática, em especial, sempre me encantaram. E foi por causa desse encanto que me vi, depois de alguns anos, no lugar em que me encontro – dentro de uma universidade enquanto professor e em busca do doutorado.

Sobre a vida acadêmica, uma coisa é certa: independente da área, quanto melhor você se comunica, melhor você se sai. Na sala de aula, por exemplo, há aquela vontade insaciável de se fazer entender. No laboratório, aquele desejo latente de compartilhar suas ideias e descobertas com o mundo. Com o tempo, a escrita vira (ou tem que virar) um hábito. Uma habilidade a ser lapidada.

Como ia dizendo no início, vi que precisava fazer algo para me expressar. Expressar o que sinto e penso de forma livre, sem amarras e com algum anonimato. Hoje eu tenho uma aversão à "era da superexposição". Todos compartilham fotos e vídeos de momentos e de uma vida que, muitas vezes, não existe. Não é que eu ache isso errado – mas faz com que nós todos fiquemos nos comparando uns com os outros, algo que é pouco saúdavel. Acabamos nos condicionando à ideia de que todos os momentos têm que ser perfeitos, tanto quanto os das outras pessoas. Só de pensar nisso, já sinto alguma ansiedade.

Na contramão desse movimento, quis criar esse blog: o malha fechada. O nome tem a ver com a minha vida acadêmica, mas falo sobre isso em outro momento. O objetivo do blog é compartilhar minhas experiências de vida, em especial as relacionadas à universidade. Como todo professor que se preze, gosto de falar – então não sou necessariamente a pessoa mais concisa do mundo. Acho que por isso que a comunicação escrita, de certa forma, me atrai (pois conseguimos dizer aquilo que não cabe em vídeos curtos de trinta segundos).

Espero que, no melhor dos casos, os meus textos aqui ajudem algum leitor no futuro que passa, passou ou passará por situações parecidas com a minha. No pior dos casos, espero que eu consiga me divertir um pouco (e que eu também consiga fazer mais do que uns três posts por aqui ainda nessa vida).

A quem quer que possa estar lendo isso, seja bem-vindo!







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